Como proteger emocionalmente crianças e adolescentes em disputas de guarda
- Lhorena Nayhara

- 20 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de mar. de 2025

As disputas de guarda podem ser um dos momentos mais desafiadores para a pais, mães, responsáveis e filhos(as). Quando não há um cuidado adequado, a criança ou o(a) adolescente pode sofrer impactos emocionais significativos. Por isso, é essencial que os responsáveis priorizem o bem-estar psicológico dos(as) filhos(as) durante esse processo. Aqui estão algumas formas de protegê-los emocionalmente:
Evite conflitos na frente das crianças
Discutir ou falar mal do outro responsável na presença dos filhos pode gerar sentimentos de culpa, ansiedade e estresse. A criança não deve ser colocada no meio da disputa, nem sentir que precisa escolher entre os pais.
Preserve o vínculo com ambos os pais
A menos que haja situações de risco à segurança, é fundamental que a criança mantenha uma relação saudável com ambos os responsáveis. O afastamento de um dos genitores pode gerar sofrimento e insegurança emocional.
Comunique-se de forma clara e adequada
Crianças e adolescentes precisam de explicações adaptadas à sua idade para compreender o que está acontecendo. O ideal é manter uma comunicação honesta, sem sobrecarregá-los com detalhes desnecessários ou informações que possam gerar angústia.
Respeite os sentimentos da criança
Cada criança lida com a separação de forma diferente. Algumas podem demonstrar tristeza, medo ou raiva. É importante validar esses sentimentos e oferecer suporte emocional, mostrando que é normal sentir-se assim diante de mudanças.
Busque apoio psicológico
Se perceber sinais de sofrimento emocional, como isolamento, mudanças no sono ou dificuldades escolares, pode ser necessário procurar um(a) psicólogo(a) infantil. Um(a) profissional pode ajudar a criança a lidar com a situação de maneira mais saudável.
Evite usar a criança como mensageira
Pedir para que a criança leve recados ou informações ao outro responsável pode ser muito prejudicial. Isso coloca sobre ela uma responsabilidade que não é sua e pode gerar ansiedade ou culpa.
Mantenha a rotina e o sentimento de segurança
Mudanças bruscas podem aumentar o estresse da criança. Sempre que possível, mantenha a rotina escolar, horários de sono e atividades que tragam prazer e conforto.
Priorize o interesse da criança acima de questões pessoais
O bem-estar emocional dos filhos deve ser a prioridade máxima. Isso significa abrir mão de disputas desnecessárias e sempre buscar acordos que favoreçam a estabilidade e a segurança emocional da criança.
O impacto de uma disputa de guarda pode ser amenizado quando os pais, mães e responsáveis agem com responsabilidade emocional. Cuidar da saúde mental da criança durante esse período não apenas reduz os danos psicológicos, mas também fortalece sua resiliência para enfrentar desafios futuros. Se necessário, procure apoio profissional para lidar com essa situação da melhor forma possível.







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