Quando o agressor usa os filhos para ferir a mãe: entenda a violência vicária
- Lhorena Nayhara

- 31 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

O que é violência vicária?
Violência vicária é um tipo de violência em que o agressor usa os filhos ou pessoas próximas como forma de atingir, controlar ou punir a mulher, especialmente após a separação. No Brasil, essa prática tem sido cada vez mais reconhecida, principalmente nos casos em que o pai, de forma intencional, prejudica o vínculo da criança com a mãe, nega afeto, abandona financeiramente ou manipula a criança contra a mãe como forma de retaliação.
Como ela acontece no contexto brasileiro?
No contexto brasileiro, a violência vicária ocorre com frequência em situações de separação conflituosa, onde o agressor se recusa a colaborar com a criação dos filhos ou usa os processos judiciais (como guarda e pensão) para continuar exercendo controle sobre a mulher. Muitas vezes, a mãe é acusada injustamente de alienação parental, enquanto, na verdade, está tentando proteger a criança da violência.
Impactos psicológicos nas pessoas envolvidas
Nas mulheres: essa violência causa grande sofrimento emocional, sentimento de impotência, culpa e desgaste físico e psicológico. Muitas vezes, elas vivem com medo constante de perder o contato com os filhos ou de serem injustamente responsabilizadas.
Nas crianças: a exposição à violência vicária pode gerar insegurança, confusão, ansiedade, baixa autoestima e dificuldades no desenvolvimento emocional e social. A criança pode ser levada a rejeitar a mãe ou desenvolver traumas por presenciar ou vivenciar o conflito entre os pais.
Como agir diante da violência doméstica ou de gênero no Brasil
Se você está sofrendo ou conhece alguém que está passando por violência vicária, doméstica ou de gênero, saiba que não está sozinha. É possível e necessário buscar ajuda:
Ligue 180: canal gratuito e confidencial que funciona 24 horas por dia, todos os dias, para denúncias, orientações e encaminhamentos.
Procure a Delegacia da Mulher (DEAM) mais próxima: em casos urgentes, também é possível registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia.
Busque apoio psicológico: profissionais da psicologia podem ajudar no fortalecimento emocional e orientação sobre os passos a seguir.
Acesse a Defensoria Pública ou serviços de assistência jurídica gratuita para orientações sobre guarda, pensão e medidas protetivas.
Converse com alguém de confiança: não se isole. Compartilhar o que está acontecendo pode ser o primeiro passo para sair do ciclo de violência.
Você não está sozinha. Existe uma rede de apoio e proteção pronta para ajudar mulheres a retomarem sua vida com dignidade e segurança.







Comentários